Você consegue ouvir o assobio de alguém?

Posted by: Clécio Carvalho / Category:

Estou certo de que todo mundo já ouviu na vida uma história que ocorreu em algum lugar deste mundo, para ser mais especifico em uma cidadezinha de um interior qualquer onde a autoridade do local é um coronel. Olha este conto que vou narrar não é diferente, no entanto, proponho uma reflexão na história que vou descrever, sendo que espero com tudo isso que você possa descobrir, se “você consegue ouvir o assobio de alguém...”

Havia uma cidade onde existia uma senhora velhinha, porém muito sábia. Ela tinha um olhar sereno daquele que traz paz a nossa alma quando olhamos, uma pessoa que já viveu muito na vida e aprendeu com intensidade tudo o que a vida poderia ter ensinado a ela e mesmo assim ainda acredita que não conhece nada sobre a vida, pois é, esta senhora tinha uma “mania” (se é que podemos chamar assim), sempre que havia um velório na cidade ela aparecia e começava a narrar tudo o que o defunto tinha feito de bom na vida, ou para ser mais esclarecedor uma qualidade que aquela pessoa tinha. Era o que ela fazia, sempre que morria alguém lá estava a senhora velhinha narrando as qualidades daqueles(as) que haviam partido deste mundo. Também nesta mesma cidadezinha havia um coronel muito rude e cruel, tipo esses que faziam as próprias leis, onde ele era a lei, e agia da forma como bem queria, pisando e maltratando tudo e todos que contrariavam as suas ordens. Um dia este coronel morreu (para alegria de todos daquela cidade), e no dia do velório quem estava lá? Pois se você respondeu a senhora velhinha acertou. Imagine a expectativa de todos naquele lugar, tinha gente de tudo que era “buraco” neste velório, uns foram olhar pela ultima vez a cara daquele que os oprimiu uma boa parte de suas vidas, outros conferir se realmente a dito cujo parente do Satã tinha realmente morrido, outros acredito eu, observando para ver se o defunto mexeria um milímetro que fosse daquele caixão tentando se levantar, pois se isto acontecesse estaria ali nem que fosse um para lhes dar um tiro de misericórdia garantindo-lhe de vez a ida para o “inferno”. Quando a senhora velhinha entrou foi até o caixão e começou a olhar o defunto, nesta hora todos pararam fixando os seus olhares nela, não se ouvia mais nada, até os bêbados que não calavam um só minuto ficaram sóbrios naquele momento, na mente de muitos não se conseguia imaginar o que ela falaria da tal pessoa que estava naquele caixão, pois ninguém nunca sequer viu uma atitude digna de ser comparada com uma qualidade naquele homem, na sala o silêncio foi tão grande que chegava a ser ensurdecedor, quando de repente, ela quebrou o silêncio e disse: - é uma pena o que aconteceu ele sabia assobiar tão bem...

O que você tem visto no seu próximo? E o que você considera ser o seu próximo? Se pensarmos nisto como seres que foram criados a imagem e semelhança de Deus podemos então dizer que nosso próximo, são todos os seres humanos também criados desta matriz divina como nos conta a Bíblia. O que quer dizer que, até aquele que consideramos “mau” é o nosso próximo, pelo menos em tese é assim que deveria funcionar. Bem, partindo deste pressuposto de que o nosso próximo são todos os seres humanos sejam eles “bons ou maus”, faço novamente a pergunta. O que você tem visto no seu próximo? Será que você tem olhado para o diferente com indiferença? As vezes criamos dentro de nós “mecanismos de análise do outro” onde vemos somente aquilo que queremos ver, ou que muitas vezes está sendo posto em nossa frente, como por exemplo, quando vemos um bêbado na rua, nosso “mecanismo de análise” nos diz que aquele bêbado está nesta vida porque escolheu, mas não conseguimos ver que esta pessoa pode ter sido levada a optar por esta vida pela falta de uma oportunidade, ou quem sabe, por conseqüências desastrosas que possivelmente aconteceu na sua caminhada. Não sei.

Todo dia nos deparamos não somente com casos como estes, mas de outras situações das mais variadas possíveis que podem ir de moças que se prostituem, a jovens que se drogam, como também de uma implicância com um vizinho, ou um irmão enciumado, ou um colega que quer ser melhor do que você, seja na sua escola, no seu trabalho, na sua igreja, enfim, todos aqueles que o seu “mecanismo de análise” acusar como, o diferente que faz você sentir - se indiferente a ele(a).

O que proponho a vocês é uma reflexão sobre o olhar que você tem dado à situações semelhantes a estas, já parou para pensar que você poderia estar do outro lado esperando que alguém percebesse que você “sabe assobiar”, que você tem algo bom para mostrar. Quando Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, ele não criou pessoas boas e pessoas más, ele criou seres humanos. E nós como seres que vivem em coletividade temos que acreditar que todos têm algo de bom dentro de si, e que nós somos agentes responsáveis para perceber isto, e não podemos viver na inércia como a senhora velhinha da história,que mesmo percebendo que havia algo de bom no outro não soube aproveitar para ajudá-lo a ver a vida de uma forma diferente da que ele estava vendo, mas que sejamos também como agentes transformadores na vida destas pessoas, você não é tão bom que não possa se misturar e não é tão ruim que não sabe como ajudar. Não fique imaginando o quanto é difícil você mudar seu jeito de ver as coisas, ou o quanto é difícil alguém mudar o seu jeito de ser. Há um provérbio chinês que diz: uma jornada de duzentos quilômetros começa com um simples passo. Dê este primeiro passo e chegue o mais longe que você puder.


11 comentários:

  1. Márcia Says:

    ei...
    oh eu de novoooo...
    gostei do texto viu...
    boa história e bom comentário...
    ta vendo como vc consegue...
    eu já sabia...
    rsrs...
    bjs

  1. Lukêta Says:

    botô pocando!! Jesus purinho e refinado na Terra...

  1. Kalleu Natividade Says:

    botô pocando!! Jesus purinho e refinado na Terra...²

  1. Alê Says:

    botô pocando!! Jesus purinho e refinado na Terra...³

  1. Raimundo Antonio Says:

    Fala Chorão!!!
    Graça e paz.
    Já que você abriu para comentários, aqui vão os meus:

    Eu lembro dessa história contada pelo pr. Ezequiel... falei nela ontem mesmo!!!
    Olha só como são as coisas!!!

    Embora o texto esteja legal, você precisa se ater mais à Bíblia, não tem seguer um versículo citado (uma tristeza!!!).
    Falar sobre questões tão complexas exige propostas de solução (coisa que só a Bíblia oferece de verdade); reflexão nunca mudou objetivamente ninguém e ademais ninguém muda sem a ação do Espírito Santo de Deus (não pra melhor!).
    Você propõe reflexão, eu proponho exposição da Palavra de Deus que é "divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para TODA A BOA OBRA.(2 Tm. 3: 16 e 17).

    Um abraço Calvinista!!!

  1. Alê Says:

    kkkkk... me perdoe Clécio, mas que tristeza o comentário acima. Super inteligente, dogmático e insensível (ironia ao fundo). Engraçado Ler que a dita exposição da palavra resolva alguma coisa, como sugerida pelo "Calvinista" (sim, entre aspas), já que em seis mil anos de história e construção de Palavra de Deus, não ouve resoluções com sua exposição. Exemplo histórico são os MILHARES de concílios.
    Pergunto, e não preciso ler uma resposta, se a palavra de Deus se auto-explica, ou, se é a ação do Espírito em momentos de Peniel (Reflexão com Deus) que dá a direção interpretativa, e utilidade para Ensino e Edificação.

    Não é o próprio Jesus, que incita seus discípulos a DEIXAREM a mera exposição da palavra e partirem para um processo de resignificação e reflexão da vida (e, consequentemente, da palavra)!? < Engraçado, achei que era! (Ironia duplicada ao fundo)

    ----------------------

    Fora o TRISTE adendo, feito pelo "calvinista", sobre ser TRISTE a ausência de um versículo num post de cinco parágrafos.
    Pois saiba caro companheiro de fé, que me ALEGRA MUITO, podendo até dizer "QUE FELICIDADE" não ter nenhum versículo bíblico no seu post. Pois é muito bom saber, que o nosso Deus é tão grande que não se limita a falar atrávés, apenas, de 66 livros.

    Enfim....
    Um abraço, gênio! Vc é d+, te amo mto.
    Escrita, pensada e REFLETIDA por você, a história ficou bem melhor!

  1. Kalleu Natividade Says:

    Alê disse tudo...

  1. Lukêta Says:

    Ao apresentar a idéia de que a graça de Deus é manisfesta em qualquer pessoa incondicionalmente, Clécio demonstrou que nesse ponto é mais teólogo que Calvino.

  1. Rafael de Queiroz Torres Says:

    Querido calvinista, sinto muito em lhe informar que você foi muito infeliz nesta colocação, pois pelas suas palavras está claro que você não leu o texto. A postagem deixa notório um paradigma que é impossível desvincular da propria biblía que é do amar ao próximo, está claro PARA quem leu que a questão do amar ao proximo, do qual Jesus ou toda biblia ensina, ou seja, a biblia está (in)diretamente introduzida no texto, porém o autor do texto mostrou isso de uma forma poética e ilustrativa. Se não for pedir de mais; por favor releia o texto!


    Só vemos aquilos que queremos enxergar!


    Ótimo escrito Clécio!

  1. Márcia Says:

    Concordo com tudo o q Alê e Rafa disseram...
    me perdõe aí Raimundo...mas q tristeza o q vc escreveu viu...
    aff...

  1. Raimundo Antonio Says:

    A autoridade da Escritura


    Porque a Escritura é a Palavra de Deus inspirada e infalível, ela tem
    suprema autoridade. Não existe nenhuma autoridade humana que seja maior,
    nem regra de homens capaz de suplantar seus preceitos, e nenhum ensino que
    possa contradizer algo que ela ensine.

    Ela tem autoridade em todas as questões de doutrina. Isso está
    implícito em 1 Timóteo 3:16, onde a doutrina é mencionada em primeiro lugar. Nessa passagem a autoridade da Escritura não é o que está sendo enfatizado, mas sim os seus benefícios. Devemos entender, contudo, que a
    Escritura é de proveito porque tem autoridade: seu ensino é sempre a “última
    palavra” em qualquer assunto, especialmente nas questões de doutrina.

    Ela tem a mesma autoridade em todas as questões de prática e vida
    cristã. O fato de ela ter sido escrita há milhares de anos, em diferentes culturas
    e povos, não faz diferença alguma. Porque ela é a Palavra do próprio Deus,
    que sabe o fim desde o princípio e que não muda, as circunstâncias mutáveis
    da vida neste mundo não destroem a autoridade de nada do que a Escritura
    diz.

    Porque Paulo escreveu sobre o lugar da mulher no lar e na igreja numa
    cultura diferente da nossa, não torna o que ele disse inválido. Não é Paulo
    quem diz isso, mas Deus mesmo.

    De fato, essa é uma razão de espanto para aqueles que crêem na
    inspiração da Escritura; vemos quão freqüentemente a Escritura, como a
    Palavra do Deus eterno, antecipa os falsos ensinos e práticas dos nossos dias.

    Um bom exemplo disso é encontrado em 2 Pedro 3:1-7, onde a teoria da

    evolução é questionada e destruída pelo repúdio que a Escritura faz do
    uniformitarianismo, a suposição que todas as coisas continuam a mesma desde o princípio do tempo.

    A autoridade da Escritura é suprema mesmo em questões de história,
    geografia, ciência ou qualquer outra disciplina acadêmica, sempre quando ela tem algo a dizer sobre essas questões. Ela não tem autoridade somente sobre a
    área da teologia e vida cristã. Tão grande é a sua autoridade que o crente deve
    aceitar o que ela diz, mesmo em face de oposição por parte da ciência.

    Devemos entender que a autoridade da Escritura é a autoridade de
    Deus mesmo. Dizer que a Escritura é a Palavra de Deus é dizer que ela tem
    toda autoridade. Negar isso é negar a Deus; contradizer isso é contradizer o próprio Deus.

    Ninguém pode dizer que ele aceita a autoridade da Escritura num
    ponto e rejeita-a noutro. Ele não pode dizer que aceita o que ela diz sobre Jesus, mas não o que diz sobre a criação. Toda ela é a Palavra de Deus, e toda ela está revestida da autoridade de Deus. Deus e a palavra de Deus não podem ser aceitos ou rejeitados à vontade. Sua Palavra não pode ser anulada (João 10:35).

    Uma coisa é confessar a autoridade da Escritura; contudo, é totalmente
    outra reverenciá-la. Em cada ponto em nossa vida cristã, nossa submissão à
    Escritura é testada. Nem é fácil submeter-se aos mandamentos da Escritura
    quando estes contradizem nossa vontade, ou quando o ensino da Escritura toma o caminho oposto de toda inclinação terrena, como geralmente acontece.

    Somente pela graça obedecemos. Deus, que deu a Escritura, também
    nos dá a graça necessária. Dizemos com Agostinho: “Concede-me o que me ordenas, e ordenas o que quiseres".


    http://www.monergismo.com/textos/bibliologia/a-autoridade-escritura_dag_r-hanko.pdf

    Clécio, a quantos anos a gente se conhece?...
    Cara, se VOCÊ ficou ofendido com o meu comentário, porque não o entendeu, eu me desculpo; mas se o entedeu e não se manifestou...

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